Estava pensando sobre cartões de crédito. Embora uma mão na roda pro consumidor e para o lojista, o modelo de negócios não é nada sustentável. Quer dizer, sustenta muito bem as operadoras, mas para os demais, se pensarmos um pouquinho, é um tiro no pé. A sustentabilidade passa longe.
Sei que este negócio de sustentabilidade é muito novo, e muitas vezes difícil de se atingir, mas é preciso começar e ir trabalhando para desenvolver negócios realmente sustentáveis e sociais. Afinal, o mundo precisa melhorar antes que entre em colapso.
As empresas de gestão de cartões de crédito são gigantes e cada vez mais dominam o mercado. Mas as políticas dessas empresas acabam não sendo muito inteligentes, ou melhor é um negócio onde só um lado ganha.
Consumidor:
Não temos educação financeira, então o consumidor está sempre se individando e pagando taxas de juros absurdas. Mesmo quem consegue se controlar e não estourar seu limite, acaba consumindo de forma impulsiva só por ter o cartão de crédito e seus benefícios de parcelamento.
Fora isso, o alto custo do serviço é repassado ao produto. Embora não esteja as claras, todo o custo de venda é embutido no produto. Assim, você paga mais caro devido as taxas dos cartões.
Varejista
O varejista paga para a operadora uma taxa para ter a tal maquininha. Além disso, 3% do valor da venda é cobrado pela administradora. Fora que o repasse das vendas só é feito em 30 dias.
As operadoras de cartões:
Recebem juros altíssimos dos consumidores,
Ganham o aluguel da máquina,
Fazem propaganda nos estabelecimentos,
Ganham 3% sobre todo o faturamento das máquinas,
Ou seja, ganham de todos os lados.
Para piorar, os serviços são péssimos: atendimento deixa a desejar, as máquinas são lentas, demoram para ser instaladas e várias vezes deixam o varejista na mão pois não funcionam. E ninguém se responsabiliza por isso.
Cartões são ótimos;
São seguros;
Uma mão na roda;
Mas que a sustentabilidade passa longe, isso passa.
Mas o que inspirou esta reflexão foram as taxas da administradora de cartão. Quanto maior o faturamento do estabelecimento, menor as taxas. Por um lado, é interessante pois quem vende mais tem mais benefícios. Por outro lado, quem vende muito tem maior facilidade de diluir o custo da venda. Ou seja, para quem vende R$5mil mensais no cartão uma taxa de R$100,00 corresponde a 2% do faturamento.
Agora para a empresa que vende R$1000,00 no cartão a taxa de R$100 mensal é 10% da venda. E este custo será inserido no custo de venda do produto. O que reduzirá ainda mais a competitividade da pequena empresa. Assim, estabelecimentos pequenos não tem condições de oferecer a compra pelo cartão para seus clientes. O que impacta no consumidor que não será atendido.
Não seria mais justo que a taxa fosse proporcional ao valor vendido pelo estabelecimento? Poderia até ser criado um sistema onde o faturamento pela maquininha ficasse mais tempo retido (3 meses) assim a operadora pode jogar com juros nestes valores compensando a menor taxa administrativa. O varejista então demoraria mais para receber, porém não precisaria diluir o valor integral no custo dos produtos. Diluiria somente os juros que seria insignificantes para ele (mas que a operadora tem condições de ter melhores juros devido a grande quantidade de valores)
Enfim, ainda há muito para aprendermos.
Sei que este negócio de sustentabilidade é muito novo, e muitas vezes difícil de se atingir, mas é preciso começar e ir trabalhando para desenvolver negócios realmente sustentáveis e sociais. Afinal, o mundo precisa melhorar antes que entre em colapso.
As empresas de gestão de cartões de crédito são gigantes e cada vez mais dominam o mercado. Mas as políticas dessas empresas acabam não sendo muito inteligentes, ou melhor é um negócio onde só um lado ganha.
Consumidor:
Não temos educação financeira, então o consumidor está sempre se individando e pagando taxas de juros absurdas. Mesmo quem consegue se controlar e não estourar seu limite, acaba consumindo de forma impulsiva só por ter o cartão de crédito e seus benefícios de parcelamento.
Fora isso, o alto custo do serviço é repassado ao produto. Embora não esteja as claras, todo o custo de venda é embutido no produto. Assim, você paga mais caro devido as taxas dos cartões.
Varejista
O varejista paga para a operadora uma taxa para ter a tal maquininha. Além disso, 3% do valor da venda é cobrado pela administradora. Fora que o repasse das vendas só é feito em 30 dias.
As operadoras de cartões:
Recebem juros altíssimos dos consumidores,
Ganham o aluguel da máquina,
Fazem propaganda nos estabelecimentos,
Ganham 3% sobre todo o faturamento das máquinas,
Ou seja, ganham de todos os lados.
Para piorar, os serviços são péssimos: atendimento deixa a desejar, as máquinas são lentas, demoram para ser instaladas e várias vezes deixam o varejista na mão pois não funcionam. E ninguém se responsabiliza por isso.
Cartões são ótimos;
São seguros;
Uma mão na roda;
Mas que a sustentabilidade passa longe, isso passa.
Mas o que inspirou esta reflexão foram as taxas da administradora de cartão. Quanto maior o faturamento do estabelecimento, menor as taxas. Por um lado, é interessante pois quem vende mais tem mais benefícios. Por outro lado, quem vende muito tem maior facilidade de diluir o custo da venda. Ou seja, para quem vende R$5mil mensais no cartão uma taxa de R$100,00 corresponde a 2% do faturamento.
Agora para a empresa que vende R$1000,00 no cartão a taxa de R$100 mensal é 10% da venda. E este custo será inserido no custo de venda do produto. O que reduzirá ainda mais a competitividade da pequena empresa. Assim, estabelecimentos pequenos não tem condições de oferecer a compra pelo cartão para seus clientes. O que impacta no consumidor que não será atendido.
Não seria mais justo que a taxa fosse proporcional ao valor vendido pelo estabelecimento? Poderia até ser criado um sistema onde o faturamento pela maquininha ficasse mais tempo retido (3 meses) assim a operadora pode jogar com juros nestes valores compensando a menor taxa administrativa. O varejista então demoraria mais para receber, porém não precisaria diluir o valor integral no custo dos produtos. Diluiria somente os juros que seria insignificantes para ele (mas que a operadora tem condições de ter melhores juros devido a grande quantidade de valores)
Enfim, ainda há muito para aprendermos.


















